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Mamíferos são animais vertebrados que se
caracterizam pela presença de uma glândula mamária (nas
fêmeas), destinada à produção de leite usado como alimento
da prole em seus primeiros estágios de desenvolvimento pos
natal. Há mais de 5.500 espécies e 1.200 gêneros que se
distribuem em mais de 155 famílias e 46 ordens. Quanto ao
tamanho, apresentam uma diferença astronômica que vai do
morcego-de-Kitti com 1,5 gramas a baleia-azul com cerca de
200 toneladas. São animais que, pelo fato de possuírem pelos
por todo o corpo, estão distribuídos em todo o Planeta,
incluindo os mares e as zanas polares. Eles possuem algumas
características que os distinguem de outras classes, tais
como, mandíbula que se articula diretamente no crânio. Um
dos três ossículos da orelha é o resultado de uma
transformação do osso quadrado. Apresentam heterodontia, ou
seja, dentes diversificados e complexos ( incisivos,
caninos, pré-molares e molares) que atendem a diferentes
tipos de alimentos, Não possuem costelas lombares, o que
lhes garante uma maior mobilidade de movimento. São
possuidores de músculo diafragmático, uma estrutura que
separa o tótax do abdômen. Possuem uma camada de tecido
adiposo distribuída por todo o corpo. Os pelos (uma
modificação da derme e da epiderme) são extremamente
importantes no que concerne a adaptação às diversas regiões
da terra, uma vez que, mantêm uma camada de ar presa à pele,
auxiliando na manutenção da temperatura corporal. São
animais homeotérmicos (sangue quente) capazes de gerar calor
através da metabolização de nutrientes e assim, poder
enfrenar e se adaptar aos diferentes tipos de ecossistemas
da terra. Assim, a temperatura pode se manter entre 32 e 39°
C de acordo com a espécie. Mas, há uma desvantagem muito
grande em relação aos animais de sangue frio ou
pecilotérmicos, uma vez que, precisam gastar enormes
quantidades de energia para manter a temperatura constante.
Os mamíferos pequenos têm um gasto energético muito grande
em relação aos de grande porte, uma vez que, possuem uma
elevada relação superfície-volume corporal; o que pressupõe
uma maior perda de calor. A presença de pele com glândulas
sebáceas, sudoríparas e mamárias, constituem outra diferença
marcante nessa classe de animais. As glândulas mamárias (em
número que vão de 2 a 19 e que podem estar espalhadas ou
agrupadas em mamas) constituem um dos aspectos mais
importantes do ponto de vista evolutivo; uma vez que, além
proporcionar a nutrição da prole, estabelece também, um
importante vínculo entre mãe e filho, capaz de gerar
relações sociais importantes do ponto de vista da
sobrevivência da espécie. Variam quanto à alimentação, indo
desde aqueles que são herbívoros e por conseguinte são de
maior porte (uma vez que, os vegetais são pobres do ponto de
vista energético); passando pelos onívoros e carnívoros que
constituem a maior quantidade. A sua irradiação adaptativa
os permitiu que ocupassem quase todos os ecossistemas do
Planeta. Podemos encontrá-los em terra firme, no mar
(baleias) e no ar (morcegos), por exemplo.
Quanto à reprodução os mamíferos podem ser divididos em
prototérios ou monotremas, com três espécies vivendo na
Austrália e Nova Guiné. São mamíferos ovíparos que possuem
uma gestação que vaira de 12 a 20 dias. Eles põem ovos (de
casca apergaminhada) para chocar em um ninho, no caso do
ornitorrinco; enquanto que, o équidna choca seus ovos numa
espécie de bolsa ventral. Os mamíferos térios são vivíparos.
Os mamíferos metatérios ou marsupiais são encontrados na
Austrália, Nova Guiné e na América. Nesse grupo de
mamíferos, o embrião permanece netre 12 e 28 dias no útero,
localizado numa espécie de depressão, nutrindo-se de uma
secreção uterina e através da placenta coriovitelina. Os
filhotes nascem pouco desenvolvidos, apresentando membros
posteriores rudimentares. Usam os membros anteriores para se
deslocar até o marsúpio e depois de penetrar em seu
interior, prendem-se aos tetos para mamar até que seu
desenvolvimento seja completado. Os eutérios constituem o
grupo de mamíferos placentários. A presença de uma placenta
corioalantóide permite a troca de substâncias gasosas
(respiração) de nutrientes, bem como, a excreção de
metabólitos por parte do feto durante a gestação. Nesse
grupo, a gestação pode ser prolongada, permitindo, ao
nascimento, que os fetos tenham maior nível de
desenvolvimento.
Antônio Alves de Siqueira
Médico
Veterinário CRMV MG Nº 4534
Diretor de
conteúdo e editor chefe.
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