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ANFÍBIOS

   
 

Anfíbios são animais (mais de 6.000 espécies) que podem viver tanto em terra quanto na água e formam uma classe (Amphibia) com animais distribuidos em três ordens que diferem muito quanto à mormologia externa: os Gymnophiona representados pelas cecílias ou cobras-cegas com 5 famílias, animais sem extremidades e com corpo em forma de vermes; os urodelos (representados pelos tritões e salamandras com 9 famílias) dotados de cauda e extremidades bastante desenvolvidas; e os anuros (sapos, rãs e pererecas) com 20 famílias, constituidos de animais sem cauda. A grande maioria desses animais pode ter duas fases em seu cíclo biológico, uma fase larval aquática (girino) e uma fase adulta, vivendo em terra firme. São animais de pele permeável e por isso, precisam em sua maioria, viver em ambiente úmido ou aquático.  Algumas espécies são venenosas e estão entre os animais mais venenosos do mundo.

      Hábito alimentar.

      São quase todos carnívoros, com excessão de uma espécie encontrada no Brasil, no estado do Rio de Janeiro, Xenohyla truncata, pertencente à família Hyiidae, que alimenta-se também de frutos. A grande maioria alimenta-se de  insetos. Há espécies como o sapo-intanha (Ceratophrys sp), por exemplo, que se alimenta de pequenos vertebrados e até mesmo de outros anfíbios. Os girinos alimentam-se de matéria vegetal em decomposição ou são predadores. Curiosamente, o sapo-intanha pode ser considerado o maior glutão da natureza. Ele não mede esforço em satisfazer seu apetite, comendo quase qualquer coisa que esteja ao seu redor, sem se importar com o tamanho. Às vezes, a presa deglutida é tão grande quanto o próprio predador, e o estômago dele se rompe, levando-o à morte.

       Reprodução.

       Os anfíbios apresentam 39 modos reprodutivos distintos. Somente os peixes apresentam uma diversidade de modos capaz de superá-los. Mas, no modo mais comum, os anfíbios precisam da água doce. Nesse modo, a reprodução é sexuada e as fêmeas lançam seus óvulos na água a espera do esperma do macho que é jogado sobre a massa de óvulos envoltos por uma massa gelatinosa. Nesse modo de reprodução, apenas os Gymnophiona e duas espécies que habitam os EUA, pertencentes ao gênero Ascaplus, realizam fecundação interna. A massa gelatinosa fica a deriva sobre a água e quando os girinos nascem, passam a se alimentar de alimentos capatados no ambiente.

       Há, no entanto, outras formas de reprodução mais especializadas onde, há fêmeas que carregam seus girinos sobre o dorso; outras espécies carregam seus ovos nas costas até a eclosão; há espécies que conduzam no estômago, ovos para protegê-los de predadores, até o nascimento dos girinos.

       Respiração.

      Apresentam respiração branquial, enquanto que, os adultos têm respiração pulmonar e cutânea. Ainda jovens, a maioria das espécies de anfíbios vivem exclusivamente em ambiente aquático de água doce, e sua estrutura corpórea é semelhante a dos alevinos, realizando respiração branquial. A fase jovem, também conhecida como larval, vai do nascimento até a metamorfose do anfíbio, que lhe permitirá sair do ambiente aquático e fazer parte do ambiente terrestre. As larvas possuem cauda e até mesmo linha lateral como os peixes. Após a metamorfose esses animais podem deixar a água e viver em habitat terrestre. Apesar de pulmonados, os representantes dessa classe possuem uma superfície alveolar muito pequena, incapaz de suprir toda a demanda gasosa do animal. Portanto, como complemento à respiração pulmonar, os anfíbios realizam a respiração cutânea e para tanto possuem uma pele bastante vascularizada e úmida.

      Circulação.

      A circulação nos anfíbios é fechada (o sangue sempre permanece em vasos), dupla, com o circuito corpóreo e o circuito pulmonar; e incompleta uma vez que, há mistura do sangue venoso e artérial no coração. O coração do anfíbio apresenta três cavidades: 2 átrios, nos quais há chegada de sangue ao coração; e um ventrículo, no qual o sangue é direcionado ao pulmão ou ao corpo do animal.

      Sistema excretor.

      O seu sistema excretor apresenta rins mesonéfricos que são ligados por ureteres à bexiga, que por sua vez se liga à cloaca. Quando no estado larval o produto de sua excreção é a amônia, porém quando adulto excretam uréia.

      Locomoção.

      Quanto a locomoção, os membros da ordem anura são, em sua maioria, saltadores, as salamandras caminham e as cobras-cegas arrastam-se por contrações musculares. Na água são nadadores, sendo que quando na fase larval utilizam a cauda. Mas, quando se tornam adultos, utilizam as patas, que possuem membranas interdigitais (entre os dedos). As pererecas apresentam ventosas nos dedos.

      Sistema nervoso.

      O sistema nervoso dos anfíbios tem como principal orgão o encéfalo. Apresentam boa visão, Uma exceção são as cobras-cegas. Apresentam tato em toda superfície corporal. O seu sistema olfativo apresenta narinas e os orgãos de Jacobson (como nos répteis) no teto da cavidade nasal. A língua exibe papilas gustativas.

Classificação:

Reino – Animalia

Subreino – Matazoa

Filo – Cordata

Subfilo – Vertebrata

Infrafilo – Gnathostomata

Superclasse – Tetrapoda

Classe – Amphibia

Bibliografia.

SIQUEIRA, A. de ANTONIO. Curiosidades do Mundo Animal (vertebrados), 2007.

 Se você quer saber mais sobre essa e outras espécies de rãs dendrobatas, consulte o livro: Curiosidades do Mundo Animal (vertebrados).

Antônio Alves de Siqueira
Médico Veterinário CRMV  MG  Nº 4534
Diretor de conteúdo e editor chefe.
 
   
  1. Rã Dendrobata Azul  
  2. Rã Verde das Aldeias